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Tendências e o futuro das profissões

Escrito por no dia 10/01/2019

No Direto ao Ponto exclusivo sobre o futuro, conversei ao vivo no instagram.com/pontopessoal com a especialista Daniela Hespanha – conheça mais aqui, formada pelo Método Ponto Pessoal, que tem se destacado ao buscar referências no futuro e traduzir para os meios atuais, facilitando a vida de profissionais em busca de diferenciais nas carreiras.

O aprendizado é único e fico muito feliz por poder compartilhar aqui com você.

 

De que forma o futuro do trabalho impacta a vida das pessoas?

O trabalho está ligado à nossa realização pessoal que traz sentido à vida.

Para responder a esta pergunta precisamos pensar no significado do trabalho. É comum pensarmos na sobrevivência, na necessidade do autosustento e do sustento da família, mas o sentido do trabalho em nossas vidas vai além: ele tem a ver com a nossa realização pessoal e, dessa forma, dá sentido à vida. Também remete à necessidade de pertencimento e a responsabilidade que assumimos sobre algo maior, ou seja, nossa contribuição para mundo e para a sociedade, forma pela qual reconhecemos em nós mesmos o sentido de utilidade.

A medida que as vidas pessoais e profissionais se fundem, impactadas pelas tecnologias, pela quantidade de informações, pelo aumento da exposição e pela velocidade das mudanças, buscamos por meio do trabalho dar sentido ao que consideramos mais relevante, alinhando vida profissional aos nossos valores em outras palavras, o tal do propósito.

Pode parecer clichê, mas propósito, ainda que um pouco banalizado por conta de sua repetição desenfreada nas redes sociais, é algo grandioso e simples ao mesmo tempo: tem a ver com auto realização através da diferença que podemos fazer para o outro, em atitudes simples de nosso dia a dia, que melhorem, de acordo com nossos valores, a vida de outras pessoas. Quanto mais nosso trabalho estiver alinhado ao nosso propósito, mais qualidade de vida e mais chances de fazer a diferença no meio em que atuamos, isso porque tanto a motivação (que é interna), como a busca por aprimoramento (pressão externa) são obrigatórias para o profissional do futuro – acontecerão mais naturalmente.

 

Quem é a Ponto Pessoal?

 

De que forma as tecnologias impactam o trabalho? Seremos substituídos por robôs?

Sim e não!
Se pensarmos que a Revolução Industrial já foi uma revolução tecnológica, não há o que temer, mas há que se ter atenção e preparo. O que mudou de lá para cá foi a velocidade com que somos impactados pela mudança e isso exige de nós outra prontidão em relação à aprendizagem e ao trabalho.

É do ser humano enxergar e dar ênfase ao lado negativo das coisas, por isso muito se fala que a tecnologia vai substituir o homem. Digo a você: ela vai mesmo. Isso acontece não é de hoje, mas motoristas só substituíram os cocheiros que não souberam se adaptar às mudanças.

 

“Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”. Darwin

 

Muitos postos e atividades serão extintos, outros redesenhados e muitos outros serão criados em função da robótica, automação, inteligência artificial… a única certeza é que nós trabalharemos em parceira com as máquinas, aliás, já trabalhamos! Nossos leads são cada vez mais detalhados, exames de alta complexidade otimizam diagnósticos e nos comunicamos com nossos colegas de trabalho a qualquer tempo e de onde estivermos. Esse é um caminho sem volta.

As empresas fazem constantes investimentos em plataformas para manterem-se atualizadas e nesse ponto há um alerta: não adianta investir na tecnologia por si só, pois ela, isolada, não reflete inovação.

Se a tecnologia muda é preciso redesenhar os processos para que não haja perda de tempo e energia, e, principalmente, é preciso investir no humano, estar atento em promover o aproveitamento das habilidades de seus colaboradores em novos cenários.

O que isso significa? Que a necessidade de nos atualizarmos é constante!

Houve um tempo em que planejamos nossas carreiras de forma linear e finita. A expectativa era escolher uma área, estudar para uma profissão e fazer alguma especialização para atuar em determinado nicho de acordo com as habilidades técnicas exigidas por aquele mercado. ERA. Hoje em dia nenhuma profissão tem no conhecimento adquirido, desde a faculdade até o último curso que você fez, a sua verdade absoluta. As habilidades técnicas são justamente as mais impactadas pelo avanço das tecnologias, amanhã é outro dia, serão outros recursos e novas formas de fazer. Pra onde correr então? Te conto ao longo do texto, mas antes preciso falar de redes sociais.

Outro ponto de grande impacto das tecnologias diz respeito à exposição digital, especialmente às redes sociais. Elas saíram da esfera de simples conexão com amigos e, cada vez mais, se tornam ferramentas de trabalho, canais de comunicação, a grande vitrine de tudo o que fazemos. E são elas também as grandes responsáveis por nos tornar seres cada vez mais híbridos, tanto do ponto de vista tecnológico como misturando num grande balaio nossa vida pessoal aos demais papeis que exercemos na sociedade, inclusive no trabalho.

Esse “telhado de vidro” impacta marcas, empresas, colaboradores, empreendedores e profissionais liberais. Todos ficamos mais vulneráveis e suscetíveis a grandes aprovações ou rechaçamento em massa. Nossos currículos já não falam de nós tanto quanto nossos rastros nas redes e recrutadores, empregadores e colaboradores que se candidatam à vagas nas empresas X ou Y estão bem atentos a isso.

Sorte a nossa que trabalhar em rede também é tendência para as profissões do futuro.

Relacionamento, comunicação e troca para gerar valor estarão em alta e, nesse ponto, a tecnologia ajuda, mas o humano faz a diferença

 

Pra onde correr? Qual o caminho para ser um profissional de sucesso?

O analfabeto do século XXI não será aquele que não consegue ler e escrever, mas aquele que não consegue aprender, desaprender e reaprender. Alvin Toffler

 

Aqui eu te dou dois caminhos possíveis, o primeiro deles: desaprenda o quanto puder!

Como eu disse antes, parar de estudar algum dia não é mais uma opção. O profissional do futuro precisará de constante atualização técnica, além de desenvolver muito a inteligência emocional.

Esse é um movimento que já acontece no mercado. A busca por cursos que promovem o autoconhecimento, a capacidade de oratória e o desenvolvimento de seu Marketing Pessoal estão em alta e serão cada vez mais valorizados no mercado. Ter nossa marca pessoal percebida, reconhecida e bem comunicada nos torna empregáveis e aumentam nossas oportunidades, seja na carreira em empresas, em voos solos ou no empreendedorismo.

Se as habilidades técnicas são cada vez mais voláteis – 35% das competências consideradas importantes na força de trabalho atual irão mudar em 5 anos segundo do Fórum Econômico Mundial- o segundo caminho é investir em habilidades duradouras. E quais são elas? Criatividade, empatia, comunicação, inteligência emocional, inteligência social são algumas que destaco.

A criatividade, por exemplo, é uma das habilidades mais difíceis para se ensinar a uma máquina, por isso, será cada vez mais valorizada no profissional humano. A capacidade de nos relacionarmos e gerar valor através de relacionamento também. Vai ao encontro de outra forte tendência que é a contratação por demanda e do trabalho em redes abertas (falaremos disso num outro post) e também pelo fato de ao longo da carreira passarmos por diferentes áreas e projetos (outra tendência futurista).

Aspectos demográficos como o envelhecimento da população, aumento da expectativa de vida e quem sabe até a extinção dos planos de aposentadoria também impactam a demanda por habilidades humanas. Teremos no ambiente de trabalho um confronto de gerações e quanto mais soubermos facilitar processos, melhor a convivência e os resultados dela.

Por conta do aumento de stress haverá impacto na área da saúde, especialmente na saúde emocional, fazendo com que profissionais, independente de sua especialização, precisem humanizar seus atendimentos.

Não haverá quem, de alguma forma, não precise se reinventar.

 

 

Mudar de carreira ou permanecer onde estou e buscar aprimoramento?

Esta é uma escolha muito pessoal. Primeiro faça uma análise olhando para dentro. Voltamos ao ponto inicial do texto em que falamos de alinhamento de valores. Se hoje o que você faz tem sentido pra você, procure saber de que forma a sua área será impactada e busque aprimoramento.

Mantenha-se em movimento.

Caso perceba que não, busque um novo caminho. Em qualquer uma das opções o foco é no seu desenvolvimento integral e híbrido, ou seja, na busca das habilidades técnicas para o exercício das funções, somado ao seu desenvolvimento humano. É preciso, antes de tudo, um alinhamento de valores, afinal, hoje em dia, não falamos mais em plano de carreira, mas em plano de vida!

#Ofuturoéhumano!

 

Conheça muito mais sobre essa entusiasta do futuro humano em www.danielahespanha.com

 

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SOBRE O COLUNISTA

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Palestrante internacional especialista em Pós-Luxo e Marketing Pessoal. Fundador e CEO da Ponto Pessoal - primeiro portal, revista, escola digital, TV e Clube do Brasil e Portugal especializados em Marketing Pessoal. Carreira pautada em consultorias, aulas, supervisão de cursos e criação de conteúdos desde 2006, tendo criado e supervisionado cursos de marketing, empreendedorismo e mercado de luxo, pelo Centro Europeu e ISAE/FGV em Curitiba e Paris, capital francesa, onde se especializou em Mercado de Luxo no ISAE Brasil e ISC Paris. Hoje também é Embaixador da marca Exaixo e do Portal Topview do grupo RIC Record PR no sul do Brasil. Currículo completo em www.adrianotadeubarbosa.com | Contato: adriano@pontopessoal.com.br

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