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Inteligência Emocional no futebol

Escrito por no dia 27/06/2014

IEjogo2014

A Inteligência Emocional está presente em nosso cotidiano. Porém, muitas vezes não conseguimos identificar quais são as emoções-raiz estão mais frágeis e como podem ser trabalhadas para que se desenvolvam. A entrevista de hoje é com o consultor em educação e desenvolvimento humano, Professor Marcus Garcia, e iremos aproveitar que estamos em período de Copa do Mundo para abordar como a Inteligência Emocional se manifesta no esporte, que é o favorito dos brasileiros.

Quais são as emoções presentes no futebol?

O esporte que movimenta o Brasil e outras 31 nações participantes nesta 20a edição da Copa do Mundo de Futebol, mexe com todas as emoções-raiz de uma só vez: Raiva, Nojo, Prazer, Tristeza, Medo, Surpresa, Vergonha e Amor.

Quando a raiva e o nojo aparecem em nosso emocional?

A raiva é estimulada quando o zagueiro do time adversário faz aquele corte no chute do nosso centro avante ou o goleiro do time adversário defende, ainda que no puro reflexo, o cabeceio certeiro de nosso atacante. Ela também é ativada quando nosso atacante está ali, na boca do gol, e chuta para fora. Já o nojo aparece no momento que, naquele close pela TV, o jogador é flagrado dando aquela cusparada para aliviar a ofegante respiração do pique que precisou dar para acompanhar a jogada. Também é estimulado, na forma de desprezo, quando o bandeirinha marca aquele impedimento de forma equivocada.

E como o prazer e a surpresa interferem quando assistimos um jogo?

O prazer é o campeão das sensações. Ao vermos o zagueiro de nosso time “roubando” aquela bola difícil do ataque adversário e ligando um contra-ataque que surpreende a zaga adversária, ou ainda quando na cobrança de falta perfeita a bola vai caprichosamente na cabeça do nosso goleador preferido e claro, balança a rede do time adversário. A surpresa é boa quando nosso goleador preferido dá aquele drible desconcertante. Faz aquela jogada que nos deixa hipnotizados e o adversário perdido em campo.

A tristeza, medo e vergonha podem atrapalhar a animação de quem assiste a partida?

A tristeza se manifesta quando aquele jogador que temos como ídolo comete uma falta desnecessária e até maldosa, prejudicando o time com sua expulsão. O medo aparece como uma sensação de impotência frente a uma situação sobre a qual não se tem controle e a vontade que dá é cobrir os olhos como se isto evitasse o pior. A vergonha está lá, escondidinha, esperando que nosso time se comporte de uma forma diferente da que projetamos como ideal.

O amor, um dos mais belos sentimos, também se faz presente?

O sentimento mais íntimo que se reflete no bem-querer que temos pela conquista do campeonato pelo nosso time do coração; a comemoração da equipe técnica e jogadores, a camisa que reflete no escudo do time um manto sagrado sobre o qual depositamos nosso desejo de conquista. É um autêntico coquetel de emoções.

 

Marcus Garcia Marcus Garcia – Professor, palestrante e escritor nas áreas educacional (projeto político-pedagógico; pedagogia de projetos e tecnologias aplicadas a educação), empresarial (governança corporativa; pedagogia empresarial e educação corporativa) e motivacional (inteligência emocional, desenvolvimento humano e profissão docente).

Contato professor@marcusgarcia.pro.br | www.marcusgarcia.pro.br


SOBRE O COLUNISTA

Bacharel em Comunicação Social e MBA em Gestão da Comunicação Empresarial. Jornalista com mais de 10 anos de experiência, tendo passado por grandes veículos de circulação nacional. Hoje é o jornalista responsável pela Revista Digital Ponto Pessoal e assessoria de imprensa e comunicação institucional da agência Ponto Pessoal . Perfil LinkedIn http://www.linkedin.com/in/heversonbayer | jornalismo@pontopessoal.com.br

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