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Beleza versus Inteligência

Escrito por no dia 28/01/2015

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beleza x inteligência
Uma pesquisa do IBOPE, realizada em agosto de 2014, indica que os brasileiros pretendem gastar em média 20% de seu dinheiro disponível, algo em torno de R$55 bilhões, em produtos de beleza nos próximos 12 meses. O potencial de consumo refere-se apenas ao consumo domiciliar, ou seja, às compras de pessoa física junto a varejistas do ramo e inclui compra de perfumes, colônias, maquiagem, cremes hidratantes e de tratamento, filtro solar, esmalte, desodorante e tinta para o cabelo, escova de dente, creme e fio dental, xampu, sabonete, esponja para banho, barbeador, lenço de papel, papel higiênico, absorvente, aparelho de barbear e cotonete.
Essa informação analisada de forma isolada diz pouco. Agora, se cruzarmos essa pesquisa com outra que aponta que esses mesmos brasileiros pretendem gastar menos de 1% de seu dinheiro disponível, algo em torno de R$2,75 bilhões, em conhecimento, cultura e lazer, ou seja, formação escolar, acadêmica, técnica, profissional, livros, teatro cinema, e outros eventos culturais, concluímos que a beleza está acima do conhecimento para essa população.

Existe uma terceira pesquisa que diz que de 1800 até 1950, que foi o “bum” inicial da revolução industrial, o homem dobrou o volume de informação que uma pessoa tem que lidar durante a vida. Que de 1950 até 2000 esse volume dobrou novamente. De 2000 até 2020 dobrará mais uma vez. E que a partir de 2020 esse volume dobrará a cada 72 horas. Isso significa que quem não se atualizar ficará obsoleto em poucos meses. Um profissional que não tiver como prioridade seu conhecimento, em pouco tempo não terá mais condições de exercer com eficácia suas funções.

Tenho reparado nas faculdades e nas empresas que temos pessoas com dificuldade de ler, de interpretar textos, de fazer as quatro operações básicas da matemática sem utilizar equipamentos, de manter uma linha de raciocínio lógica durante uma apresentação ou um diálogo, cometendo erros absurdos na ortografia e na gramática, com um conhecimento mínimo dos aspectos que envolvem sua profissão e seu mercado, mas de beleza física e apresentação pessoal impecáveis.

Existe uma máxima que diz que “A inteligência encobre a feiura, mas a beleza não encobre a burrice!”. Se alguém não está disposto a investir em si, em sua formação, em sua capacitação e em seu desenvolvimento, porque acha que outras pessoas o farão? Tenho reparado que as empresas estão dispostas a investir cada vez mais somente em que já apresenta uma base sólida de conhecimento e uma vontade extrema de crescer. O processo de captação e retenção de talentos nas organizações está cada vez mais seletivo.

Admiro a beleza e apoio os cuidados que temos que ter com nossa aparência. Acredito que nossa imagem é nosso cartão de visitas. Porém sem conteúdo e sem coerência, rapidamente seremos esquecidos. Por isso devemos nos dedicar ao nosso eu “oculto” com mais esmero do que nos dedicamos ao nosso eu “aparente”. Nossa aparência causa a primeira boa impressão, mas depois disso é a nossa essência que assegura o restante da jornada. Mais vale um currículo consistente do que um selfie com centenas de curtidas. Fica a dica.

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SOBRE O COLUNISTA

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José Cavalcanti é consultor empresarial especializado em Metodologias e Processos de Gestão e é Coaching certificado pela Corporate Coach U. Agora utiliza este local para passar um pouco da sua experiência de mais de 28 anos. Seu endereço de contato é jscn@terra.com.br

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