Quando você pensa em um médico, qual é a imagem que se forma? Para a maioria das pessoas é alguém vestido de branco. Esse pequeno exemplo mostra como o vestuário é importante no mundo profissional, inclusive chegando ao ponto de identificar certas profissões – como é o caso da medicina. Quando não existe uma vestimenta universal ou um uniforme da empresa as dúvidas começam: qual roupa devo usar no trabalho? O que não devo usar?
A consultora de imagem e estilo da Ponto Pessoal Comunicação e Marketing, Julie Mendonça, conta que o vestuário é a imagem tanto do profissional quanto da empresa. “Se o desejo é passar credibilidade não adianta a empresa apenas fazer um bom trabalho de marketing se o funcionário não está vestido de forma a passar essa mensagem”, explica. “A roupa que o profissional usa é o que ele representa para seus superiores e também para seus clientes”, alerta.
Julie comenta que não existem proibições para um ambiente de trabalho e sim bom senso. “A escolha das roupas deve levar em conta a cultura da empresa – se é mais conservadora ou mais arrojada”, explica. Ela ressalta que em empresas mais formais, muitas vezes, os profissionais escorregam no vestuário do chamado casual day. “Não é o dia da liberdade da vestimenta; não é somente usar calça jeans e tênis ou roupas confortáveis. O perfil da empresa deve prevalecer também neste dia”, afirma.
Para estas situações a consultora de moda, que também é especialista em marketing pessoal, sugere para os homens calças de sarja com sapatênis. “As mulheres podem optar por estampas, sobreposições e cores para se livrar da sobriedade e seriedade do dia a dia”, indica Julie.
Caso o ambiente de trabalho seja mais informal a personalidade e a atuação de cada funcionário prevalecem. Julie exemplifica essa situação com uma agência de publicidade: quem cuida da administração da agência está sempre impecável – homens de terno e gravata e mulheres com roupas mais sóbrias –, na recepção é utilizado o uniforme de trabalho, as secretárias de diretores e presidentes estão sempre muito elegantes e os demais colaboradores trabalham com roupas mais à vontade.
Renovando o guarda-roupa
A consultora comenta ainda que é importante investir em roupas para trabalhar, assim como se investe em cursos e formação profissional. “Da mesma forma que as pessoas investem na carreira, conhecem seus pontos fortes e seus pontos fracos, assim deve acontecer com a vestimenta”, enfatiza Julie.
O guarda-roupa profissional masculino deve conter ternos, camisas, gravatas e sapatos de boa qualidade. As cores devem ser sempre mais sóbrias. “As gravatas precisam ter cores discretas, sem temas infantis e de humor. Se o homem já sabe combinar gravata e camisa não tem perigo ousar, mas os que não sabem é bom manter o ton sur ton”, aconselha.
As mulheres têm um pouco mais de versatilidade na hora de montar o guarda-roupa, mas devem tomar mais cuidado. “É mais fácil de errar”, explica Julie. A dica é investir em vestidos, saias, terninhos, camisas, camisetes e poucos e discretos acessórios. “Outro detalhe é a maquiagem: não dá pra usar a mesma maquiagem que se usa para festa no trabalho”. A consultora também lembra das unhas, que devem sempre estar bem cuidadas. “Para não errar, esmaltes mais claros são o ideal”.
Julie reforça a questão da mensagem que a roupa passa para outras pessoas. “Estar bem vestido demonstra valor a si mesmo. Estar impecável, condizente com o seu ambiente de trabalho ajuda na imagem, impulsiona a sua carreira e pode até influenciar na remuneração”, explica. “Roupa não é só algo para cobrir o corpo, ela projeta aquilo o que você quer passar para as pessoas”, finaliza.
2 de julho de 2010